O jornalista Roberto Cabrini, da Record, afirmou, por meio de uma carta, que foi “vítima de uma armação, em virtude de estar investigando assuntos que incomodam a muitas pessoas”.
Cabrini informou na carta que sempre protegeu e protegerá as suas fontes, pois considera o respeito à fonte jornalística “um dos princípios mais sagrados da profissão”. A direção da Record determinou que o departamento jurídico da emissora acompanhe atentamente o caso e preste a assessoria necessária ao jornalista, para que o ocorrido seja esclarecido em breve.
“A área de jornalismo da Record tinha o registro interno que o repórter estava desenvolvendo uma reportagem de caráter investigativo. Roberto Cabrini é reconhecido pela cobertura de reportagens especiais e por sua trajetória profissional nas principais tevês brasileiras. A Record acredita na polícia e na Justiça do Estado de São Paulo e espera a correta elucidação dos fatos”, afirma em nota a direção da empresa.
Cabrini foi detido com dez papelotes de cocaína, pelo menos 10 g, em São Paulo. De acordo com a polícia, a droga foi encontrada no carro dele.
Um homem que se identificou como amigo de Cabrini, mas não quis dizer seu nome, disse que ele não estava com a equipe na hora da prisão. Segundo a fonte, ele estava acompanhado de uma mulher loira. Há um ano e meio, ela teria intermediado o contato do jornalista com Marcos Camacho, o Marcola, do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ainda de acordo com o homem, o argumento do delegado para manter o jornalista preso é que ele foi encontrado pela polícia na companhia de uma pessoa com antecedentes criminais. Cabrini teria dito a esse amigo e à polícia estar tranqüilo e não ter nada a dever. Ele também teria apresentado papéis que comprovariam a realização de uma reportagem investigativa.
Fonte e Foto: Terra
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