A revista “Variety” criticou o filme brasileiro Tropa de Elite, que foi exibido nesta segunda-feira no Festival de Cinema de Berlim. O crítico Jay Weissberg, diz que o filme mostra o recrutamento de matadores fascistas e exalta a violência gratuita “por uma boa causa”, celebrando psicopatas da polícia e ridicularizando qualquer tentativa no ativismo social, ou até emoção. Satiriza os heróis do filmes, comparando com o tipo “Rambo” e, apesar do bom desempenho do longa-metragem nas bilheterias brasileiras, perde pontos pela visão de direita, exaltando treinamentos sádicos.
Ele define o BOPE como uma pequena força tática que é enviada nas favelas para matar sem pensar. Compara o uniforme e a forma fria de levar os assassinatos aos membros da SS, uma divisão de elite repressiva do regime nazista e afirma, “não coincidentemente, os uniformes pretos e o símbolo de caveira do grupo fazem lembrar a Tropa de Elite do Nazismo SS”. A SS tinha como lema “Minha honra é a lealdade”.
Em tempo, critica a câmera, que nunca pára, e é incômodo como ela muda de foco toda hora. Mesmo admitindo que as cores combinem com a sensação do perigo e militares frios, a fotografia também foi criticada por ter cores muito saturadas. Na opinião de Weissberg, Jose Padilha é um iniciante que tentou uma narração improvisada para fortalecer a identificação com o público, mas, em vez disso, alienou espectadores inteligentes. Que a voz narração, aquela em “off”, é problemática e, provavelmente tenta dar vantagem para uma mentalidade, no caso a do BOPE.
Continuar lendo: Tropa de Elite é criticado como um "Rambo facista"
Tem interesse em promover a sua atividade em fofocandoblog?
Publicidade no Blogo.